sexta-feira, 13 de maio de 2011

É estranho...

É estranho continuar se sentindo triste ouvindo as mesmas músicas que me deixavam triste no passado, mas não me sentir triste pelos mesmos motivos.
Tanta coisa mudou, e ainda, tanta coisa continua exatamente do mesmo jeito.
Fazia muito tempo que eu não entrava em crise, e está sendo bem diferente...
Diferente porque às vezes me sinto assistindo à mim mesma em crise, do lado de fora...
Peguei um hábito tão grande de analisar tudo, que analiso até os meus sentimentos.

Eu não sei se eu estou com vontade de escrever.
Só sei que não queria estar sozinha. Eu sei exatamente com quem eu queria estar.

Estou: Um pouco deprimida.
Quero: Reencontrar meus amigos.
Saudades de: Várias pessoas.
Ouvindo: Pink Floyd - The Wall (os dois cds inteiros)

domingo, 8 de maio de 2011

Ok, I need to compose myself.
If you're wondering why this post is in english, I'll tell you there's no particular reason for me to do it. It's just that sometimes I start thinking about things in english, and then I prefer to write exactly what I'm thinking. And I'm practicing, after all, so I don't see any problem.
Back to the subject... yes, I really need to compose myself. It's not like I could resolve my situation tomorrow, or in a month. It will take much more time than that, and I'm not that kind of woman who keeps complaining all the time.
But sometimes it's harder. Today was a hard day. Happy, in so many ways, but every time that I know that all the happiness is about to be replaced by a constant missing, until I can be with him again, it gets hard, almost unbearable.
And I was sad before all this, I must say. It's just that it's been a while I haven't felt sad. I guess it's more difficult to admit it now.
I've been feeling very stressed, and very tired. I wouldn't complain about the fact that I have to do all by myself, in fact, I don't see any problem in taking care of myself and my stuff, my house. But I wasn't expecting not having any company not even to have fun. I never thought it would be so difficult to be with my friends. Ok, I'm having fun, with all the new people I met here, but hey... sometimes we need to be with people who really know us. People we can really trust, with anything. And it's proving to be very hard to get around here.
I know, I know, the more the time passes, less time we have to ourselves. And it happens with everyone, and it's probably the reason it's being so hard to see my friends. But I still believe it shouldn't be THIS hard.
Anyway...
It's just thoughts, as always. Let's get some sleep, after all, there's a whole day waiting for me tomorrow, and life never stops to wait for us.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dor de amor.

Existem amores que são doloridos. Amores doentios, daquele tipo que não gera bem algum, só mágoa e sofrimento. São amores insuportáveis de viver, e até mesmo de presenciar.
Acho que nada é capaz de ferir tanto o ser humano quanto o amor, em suas diversas manifestações. Não há dor física, não há doença que se compare ao que sentimos com a mágoa do amor, ou a perda. E isso sem mencionar casos extremos, como a mãe que perde um filho, por exemplo. Não há tempo que cure esta ferida, a cicatriz sempre ficará aberta. Mas não estou falando desse tipo de amor, incondicional, estou falando de amores mais simples (?). Amores que escolhemos sentir. Pessoas que escolhemos deixar entrar em nossas vidas.
Muitos podem discordar de mim na questão da escolha, mas o fato é que ela existe. Todas as pessoas que fazem parte da nossa vida, ali estão por algum motivo. Em algum momento, ainda que inconscientemente, tomamos a decisão de confiar ou não em alguém, de gostar de uma pessoa de um jeito ou de outro, e essa decisão é baseada nos valores pessoais de cada um.
É importante entendermos essas esoclhas, porque várias vezes nos perguntamos qual é o motivo de gostarmos tanto de alguém que nos faz tão mal. E como eu disse, dor de amor é uma coisa única, completamente devastadora. É capaz de nos deixar tão desnorteados a ponto de nos esquecermos até de nossa essência. E é quando isso acontece que nos esquecemos até do motivo do amor, só nos lembramos da mágoa. Isso se torna um vício tão grande, que cada vez mais nos afundamos em nossa própria dor, incapazes de ver outra saída.
Mas aí alguém pode perguntar: qual a vantagem de lembrar o que alguém nos fez de bom, se aquilo só nos vai trazer mais saudades e, consequentemente, mais dor?
Eu digo que não é um raciocínio simples de se entender. Mas a verdade é a seguinte: antes de esquecer um amor, é necessário compreendê-lo dentro de si mesmo. Não, não é algo fácil de fazer. Na maioria das vezes já chegamos num ponto onde nosso amor já se tornou completamente platônico, e nós nem percebemos. Prosseguimos amando a idéia que temos daquela pessoa. Na verdade, se estamos já há muito tempo vivendo um processo de rejeição por parte da mesma, somos capazes de passar um imenso tempo nos culpando e nos denegrindo, em prol da manutenção da boa imagem de santo da pessoa amada em nossa cabeça, sendo que acabamos ficando completamente cegos aos fatos. Não somos capazes de ver que aquela pessoa que tanto nos encantou e conquistou no passado provavelmente não existe mais. Não existe, porque já deve ter passado por tantas coisas, tantas experiências e tantas mudanças, que se pudéssemos ter uma conversa franca com ela, perceberíamos que ela se tornou uma completa estranha para nós.
Ahhh, mas é claro que isso não é facilmente assimilado por nós... é um longo caminho até que possamos enxergar novamente a realidade pura dos fatos. Um caminho longo e penoso, aliás, mesmo que às vezes a realidade esteja bem debaixo do nosso nariz. Mas eventualmente acaba acontecendo, geralmente no momento em que já sofremos tanto, mas tanto, que nosso cérebro já não é capaz de processar mais dor. Ficamos entorpecidos. Como se não pudéssemos sentir mais absolutamente nada, por ninguém.
E é somente quando nosso lado emocional chega ao limite da exaustão que o lado racional entra em cena, analisando e apreendendo os fatos. Normalmente, quando isso acontece, nossa primeira reação é sentirmos raiva de nós mesmos. Raiva porque nesse momento só enxergamos a realidade presente, e o presente é um oceano de mágoa e rancor. Aqueles mesmos motivos que nos fizeram tanto amar aquela pessoa, permanecem esquecidos. Tudo o que conseguimos pensar é no quanto fomos idiotas, por termos gastado tanta energia e dedicado tanto de nosso tempo a um sentimento completamente inútil.
Mas como tudo, a raiva também passa. É aí que começamos e compreender o sentido de tudo. Através das lembranças, somadas à compreensão de nossas escolhas e dos fatos como eles realmente aconteceram, sem estarem distorcidos por nossa dor, podemos deixar o amor ir embora. Sem mágoa, sem dor. Entendemos que aquela pessoa é agora parte do passado e que, apesar de tudo, ela nos proporcionou bons momentos, que nós provavelmente nunca iremos esquecer. E que esses momentos valeram a pena. A saudade se torna algo saudável, como aquela saudade que sentimos da infância por exemplo. Ou seja: saudade de algo que entendemos que não pode voltar, e no fundo nem desejamos verdadeiramente que volte.


...


Eu comecei esse texto pensando apenas em amor não-correspondido, acabei chegando ao processo de recuperação de um coração em ruínas. Se escrevi tudo isso, é porque eu vivi isso. Senti essa dor na pele, sei o quão fundo o poço é.
Hoje, desprendida, vejo o amor com outros olhos. Acredito nele novamente. Não tenho medo da mágoa, ela já não é uma estranha pra mim. Não acho que conseguirei amar novamente dessa mesma maneira doentia.
Ainda assim, me sinto grata por tudo o que vivi. Tenho carinho por aquele que tanto amei um dia, ainda que esta pessoa não faça mais parte da minha vida (e como eu disse, eu nem desejo que volte a fazer). Não acho que amores possam ser esquecidos, mas podem ser superados. Porque é com essa superação que voltamos a ser plenamente felizes, conscientes de nós mesmos e de tudo aquilo que verdadeiramente importa para nós.

E é essa felicidade plena que desejo, de coração, a todos aqueles que souberem a dor de um amor verdadeiro, quando não-correspondido ou perdido, por qualquer motivo que seja. Não importa se amor de amigo, namorado, irmão, etc. Cada um dói de um jeito, e cada um é capaz de nos destruir. Não sei qual é pior. Mas uma coisa eu posso dizer: um dia acaba.

domingo, 27 de março de 2011

Dias perfeitos.

Eu não sei se algum dia me acostumarei com isso.
Se algum dia acharei que isso é normal.

Porque eu jamais imaginei ser possível que todos os dias ao lado de uma só pessoa pudessem ser nada menos do que perfeitos. Mas é assim que tem sido, desde a primeira vez.

E não tem perspectiva de acabar, pelo contrário, parece que melhora cada vez mais...
Hoje estávamos conversando sobre as coisas que imaginamos que irão acontecer, e eu disse pra ele que embora eu acredite que algumas coisas acontecem por destino, eu também acredito que nossa vida é baseada em escolhas, e que são elas que determinarão o nosso futuro.

E nossas escolhas, atualmente, só nos levam a uma felicidade que só aumenta... é como se ele fosse exatamente aquela parte que faltava pra me deixar completa. Eu sei o quanto é brega dizer isso, mas eu nunca me senti dessa forma antes. Eu já quase me casei, passei mais de 3 anos com outra pessoa, e nem nos princípios, quando a paixão era bem forte, eu tive essa sensação... porque sempre teve aquele anjinho do inconsciente me dizendo que aquela não era a pessoa pra mim.

Dessa vez não, e eu estou falando sério. Acho que não existe uma pessoa que seja tão compatível comigo quanto ele. E isso faz com que eu tenha a sensação de que absolutamente tudo o que eu quiser ao lado dele é possível. E não há nada que se compare à felicidade que essa sensação traz.

É isso...

Estou: Numa paz incrível
Quero: uma boa noite de sono
Saudades de: Rê, que acabou de sair daqui, praticamente. Mas não importa.
Ouvindo: O barulho irritante do meu ventilador... rs... mas ouvi Orion, do Metallica, o dia inteiro hoje.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Excesso de pensamentos.

Sabe quando você não tem muita certeza sobre como colocar pra fora os milhões de coisas que você está pensando?
Está tudo meio confuso... na verdade não tenho tido tempo pra processar todas as mudanças da minha vida.
E como toda boa escorpiana que tem mania de analisar tudo... isso me faz falta.
Na maior parte do tempo em que estou sozinha, que poderia tirar um tempinho pra relaxar, fazer algo exclusivamente pra desocupar minha mente, eu ando tão cansada que acabo preferindo dormir, ou simplesmente me distrair com qualquer coisa.

Eu estou pensando, principalmente, nas escolhas que cada um faz, e aonde essas escolhas nos levam.
Eu, por exemplo, fiz escolhas drásticas ano passado. Eu tinha uma zona de conforto, onde tudo estava no limite do meu conhecimento. Optei por sair dela, e agora as coisas estão acontecendo numa velocidade inimaginável. Estou achando ótimo, mas muito cansativo também. É muito bom ser valorizada, respeitada e estimulada naquilo que sabemos que fazemos bem. Mas tudo isso tem um preço, e neste caso, o preço que estou pagando é a sensação de ter envelhecido uns 10 anos em uma semana.
E eu já tinha sentido isso antes, no ano passado. E eu sei que é irreversível.
Derrepente a gente começa a ver que já não se encaixa mais em alguns tipos de situação, e começa a ver que algumas pessoas que deveriam estar evoluindo com a gente, estão ficando pra trás.
E aliás, outra coisa muito importante que eu aprendi recentemente, é o quanto maturidade não tem a ver com idade.
Cada pessoa nasce de um jeito, com determinados sonhos, desejos e talentos. E cabe a cada um decidir o que fazer com aquilo que nos é dado.
E é aí que voltamos ao lance das escolhas...

Tudo se baseia em escolhas. Desde o momento em que escolhemos a roupa que vamos vestir pra sair de casa, até o momento em que escolhemos o lugar onde vamos morar, ou a pessoa com quem vamos nos casar. Sempre são escolhas. E nossas escolhas refletem aquilo que somos.

Dessa forma, analisando minhas escolhas, foi que aprendi que sou muito mais determinada do que pensava. E reafirmei a minha força, que na verdade eu sempre soube que esteve aqui. Sim, eu me sinto cada vez mais velha. Mas isso está me trazendo recompensas, que a maioria das pessoas que eu conheço nem sonham em saber.

E é por isso que eu posso afirmar, depois de todas as coisas que se passaram pela minha cabeça hoje, que eu não me arrependo de absolutamente nada do que fiz. Eu não seria a pessoa que sou hoje, se não tivesse feito, e eu gosto muito da pessoa que eu sou. Não quero dizer que não tenha cometido erros, pelo contrário, eu cometi e muitos. Mas todas as pessoas precisam errar. Precisamos tropeçar, precisamos saber o que é magoar e ser magoado. Precisamos sentir que temos o poder, e precisamos sentir quando esse poder é tirado de nossas mãos. Só assim aprendemos a valorizar aquilo que dura mais que uma simples chuva de verão...

E esse post acabou saindo muito mais filosófico do que eu pretendia...


Estou: Esperando o Rê...
Quero: Uma porção de coisas...
Saudades de: Do sorriso do meu anjo...
Ouvindo: Nada, mas pensando em Disarm - Smashing Pumpkins.

sábado, 12 de março de 2011

Éééé...
Eu sempre amei o Blogger.com.br, mas desde que não consigo colocar um sistema de comentários decente nele, estava com a idéia de vir pra cá.... acho que com o tempo me acostumo com esse monte de coisas que tem no template daqui...

Hoje não é um dia bom pra escrever.
Porque as coisas que eu realmente precisava falar, eu não posso publicar.
Mas teimosia rulez, né?

É sábado, e eu não estou com a menor disposição para sair de casa.
É claro que isso tem motivo, mas na verdade eu também estou bastante cansada. De verdade.
A vida vai bem, vai melhorando... mas continuo com vontade de tomar atitudes drásticas.
Uma saudade imensa do Rê... mas eu não vou começar a falar disso.
Acho que é isso. É só pra começar isso aqui, de qualquer forma.
Aliás, resolvi voltar com o meu antigo modelo de postagem. Logo, meus posts sempre terminarão com rodapé. Fui, pessoas.

Estou: Com uma preguiça do caralho.
Quero: Meu amor aqui comigo.
Saudades de: De não ser tão idiota.
Ouvindo: Alice in Chains - Over now.